Dicas para uma gravidez saudável


abril 29, 2018 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Dicas



A gravidez é um momento único e especial na vida de qualquer mulher, que passa a se preparar para encarar o difícil e gratificante papel de mãe. Trata-se de um período cercado de mudanças físicas e psicológicas na vida da gestante, que precisa de alguns cuidados especiais para ter uma gestação tranquila.

Veja algumas dicas para ter uma gravidez saudável:

1 – Planeje-se

Planejamento é o primeiro passo para ter uma gestação sem complicações. Sabemos que muitas vezes, o bebê vem de surpresa. Mas quando a gravidez é planejada, toda a gestação decorre de forma mais tranquila e livre de preocupações e estresse, o que é bom para a saúde da mamãe e do bebê. Além disso, procurar um ginecologista antes de engravidar é essencial para realizar avaliações clínicas e exames laboratoriais para verificar o estado geral de saúde da mulher e ver se o organismo está ok para receber um neném. Algumas alterações no organismo feminino podem aumentar as possibilidades de má formação, abortamentos e parto prematuro, por isso, é importante diminuir ao máximo essas probabilidades. Além disso, as futuras mamães que possuem sangue do tipo RH negativo, casadas com homens do fator RH positivo, devem ter cuidado redobrado antes e durante a gravidez, pois existe uma grande possibilidade de o bebê nascer com a chamada Doença Hemolítica do Recém-Nascido (DHRN). O problema acontece porque o feto pode herdar tanto o tipo de sangue da mãe como o do pai, mas se a característica for a do homem, a mãe começa a criar anticorpos contra o bebê. O resultado é a destruição dos glóbulos vermelhos do feto. Mas é bom lembrar que as mães podem evitar esse tipo de problema: basta fazer alguns exames de sangue antes e durante a gravidez e tomar medicamentos indicados por seu ginecologista ou obstetra. Os remédios conseguem evitar a produção do anticorpo que destruirá os glóbulos vermelhos do feto. Por isso, é muito importante planejar uma gravidez e tomar todos os cuidados necessários antes da concepção. Se você tiver problemas de fertilidade, procure uma clínica de reprodução humana.

2 – Faça o pré-natal

Um bom pré-natal é essencial para a saúde do bebê, e escolher o obstetra ou ginecologista o quanto antes ajuda a construir um bom relacionamento até a hora do parto. Nesse período são realizados exames de rotina para verificar a condição do bebê e detectar qualquer problema na saúde da mãe. A cada trimestre gestacional são recomendados a realização de exames como análises de sangue, ultrassom, curva glicêmica e outros que o médico julgar necessário. Um pré-natal bem feito garante uma gestação tranquila e a saúde do bebê e da mãe. Não deixe de fazer!

3 – Alimente-se bem

A boa alimentação é fundamental para garantir ao bebê todos os nutrientes essenciais para o seu desenvolvimento, uma vez que é do corpo da mãe que virá toda a “matéria-prima” para a sua formação. Deve-se acrescentar em torno de 300 calorias diárias na alimentação, excluindo doces e frituras. Com a nutrição adequada, a mulher garante uma gestação mais tranquila, sem a ocorrência de anemias, hemorragias e diabetes gestacional. O ideal é ter uma dieta que inclua verduras, legumes e frutas, carboidratos (de preferência integrais), proteína – que pode vir do peixe, carne, frango, ovos, castanhas ou sementes – e também leite e laticínios em geral. Coma poucas porções, de 3 em 3 horas e evite comidas pesadas à noite. Alimentos com ferro, cálcio, vitamina C e ácido fólico também devem ser consumidos. Evite gordura, sal e açúcar em excesso e reduza o consumo de cafeína. Ingerir bebidas alcoólicas e fumar, então, nem pensar!

4 – Exercite-se

Um bom programa de exercícios vai lhe dar a força e a resistência necessárias para carregar o peso extra da gravidez e para aguentar o estresse físico do parto, além de melhorar o humor com a liberação da serotonina, substância que provoca a sensação de prazer. No entanto, não faça esportes ou exercícios que ofereçam risco de quedas ou que tenham grande impacto. Prefira os mais leves, como dança, yoga, pilates, natação, hidroginástica, caminhada, bicicleta ergométrica etc.

5 – Consuma ácido fólico

O único suplemento que é considerado vital na gravidez é o ácido fólico, que ajuda a prevenir problemas congênitos no bebê. Todas as mulheres que estejam pensando em engravidar devem tomar um suplemento diário de 400 mg de ácido fólico, desde antes da concepção até o fim do primeiro trimestre da gravidez. Esta substância também está naturalmente presente em alimentos como as verduras (espinafre, brócolis e repolho, por exemplo), o suco de laranja, a beterraba e o feijão. No entanto, o consumo da pílula de dose diária é altamente recomendado pelos médicos. Algumas grávidas talvez também necessitem de outros suplementos alimentares durante a gestação, dependendo de suas taxas no organismo. Mas isso só poderá ser dito após a análise de alguns exames por um ginecologista ou obstetra. Procure saber!

6 – Fique atenta ao seu corpo

Se se sentir cansada, sente alguns minutos para descansar. Ao sinal de qualquer sintoma incomum, como inchaço, sangramento, cólicas fortes ou dores de cabeça, procure imediatamente o seu médico. Aliás, tenha o celular pessoal dele(a) em mãos, para entrar em contato caso haja alguma emergência realmente séria. Fique atenta à pressão arterial também, que costuma oscilar bastante na gestação. A pressão baixa pode causar tontura e desmaios, já a alta é ainda mais perigosa e requer supervisão médica com frequência. Não tome nenhum tipo de remédio sem antes consultar o médico. Se você costuma usar algum medicamento, pergunte na primeira consulta do pré-natal se vai poder continuar tomando. Alguns remédios podem causar má formação do feto e outras complicações na gravidez.

7 – Escolha com calma os detalhes do parto

Escolher o local de nascimento e o tipo de parto são decisões que devem ser tomadas com calma. Escolha uma maternidade que você se sinta bem e procure referências sobre ele. Prepare com antecedência a mala que vai levar para o dia do parto com as roupas do bebê e as suas, além de todos os outros itens que forem necessários. Em relação ao tipo de parto, procure saber com seu médico se você tem condições de fazer um parto normal (depende do tamanho da passagem vaginal, saúde da gestante etc). Se tiver, é altamente aconselhável que você opte por esta modalidade devido a inúmeros fatores, como o pós-operatório mais tranquilo e a recuperação mais rápida da gestante após o parto. Isso porque, quando é feita a cesárea, a cirurgia requer alguns cuidados mais complexos no pós-operatório, e o risco de complicações é maior. Leia aqui no blog o post Parto Normal X Cesárea e saiba as vantagens e desvantagens de cada um.

8 – Pós-parto

 Após o parto, respeite o período de resguardo e evite atividades que exijam esforço ou tenham grande impacto, especialmente se você passou por um parto cesariano e ainda está com os pontos. Quando o parto é normal, o período de recuperação é bem mais rápido e exige menos cuidados, mesmo assim, descansar alguns dias é fundamental.

9 – A amamentação

Em relação à amamentação, esta é a questão mais importante que dará todos os nutrientes necessários ao recém-nascido e estabelecerá uma importante ligação entre o bebê e a mãe. Por isso, alimente seu bebê exclusivamente com leite materno até os 6 meses de idade. Após esse período, você pode começar a introduzir outros alimentos, mas mantenha o aleitamento materno até 1 ano. Isso porque o leite produzido pela mãe é altamente rico e possui propriedades insubstituíveis, protegendo a criança de infecções e fortalecendo seu sistema imunológico. Além disso, é bom para a mamãe também, já que a amamentação reduz o risco de câncer de mama. E atenção: a alimentação da mãe deve ser rigorosamente controlada durante este período, já que tudo que ela consome será transmitido para o leite que o bebê irá ingerir. Por isso, muitos remédios são proibidos (inclusive os anticoncepcionais) e diversos alimentos devem ser cortados ou reduzidos na dieta. Informe-se com seu ginecologista.

 

Amanhã, dia 1º de agosto de 2013, começa a 22ª Semana Mundial de Aleitamento Materno, que ocorre em 170 países com a meta de aumentar os índices de aleitamento materno. Com o tema “Apoio às Mães que Amamentam: Próximo, Contínuo e Oportuno”, a campanha este ano ocorre até o dia 08/08/13. No Rio de Janeiro, a Sociedade de Pediatria do Estado do Rio de Janeiro (Soperj) e a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) promovem dia 4 de agosto, no Museu da República, uma série de atividades e esclarecimentos a respeito do assunto.

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