Como escolher um plano de saúde


abril 29, 2018 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Dicas,Saúde



Hoje em dia, com o precário e ineficaz serviço de saúde pública oferecido pelo governo, muitas pessoas acabam aderindo a planos de saúde para garantir um bom atendimento médico. No entanto, com a grande procura, o preço dos planos têm aumentado consideravelmente e, muitas vezes, acabamos contratando serviços e adicionais desnecessários, que acabam pesando no orçamento final da mensalidade. Existem homens, por exemplo, que pagam o módulo obstetrícia sem saber. Neste caso, o cliente pode cancelar o aditivo e pedir a devolução proporcional das parcelas quitadas.

Por isso, antes de contratar um plano de saúde, é preciso de informar bem. Veja abaixo algumas dicas importantes:

Tipos de contratação

É importante saber esta distinção, porque algumas regras mudam de acordo com tipo de contratação. O plano de saúde individual/familiar é aquele em que você, pessoa física, contrata o seu plano de saúde diretamente com a operadora que vende planos. Já o plano de saúde coletivo possui duas ramificações: os empresariais, que prestam assistência aos funcionários da empresa contratante devido ao vínculo empregatício ou estatutário; e os coletivos por adesão, que são contratados por pessoas jurídicas de caráter profissional, classista ou setorial, como conselhos, sindicatos e associações profissionais. Assim, o que for negociado entre a empresa contratante do plano e a operadora do plano valerá como regra a ser seguida por você.

Tipos de plano (integral e co-participativo)

Há planos de saúde que cobram um valor fixo por mês: usando ou não os serviços do plano, a mensalidade será a mesma. Este tipo de plano é chamado de integral. Outros planos de saúde cobram uma mensalidade menor, porém acrescentam à mensalidade um fator moderador, que é um valor adicional tabelado a ser pago por cada atendimento, consulta ou exame realizado naquele período, chamado de plano co-participativo. Se você não possui problemas graves de saúde, a opção co-participativa pode valer a pena e sai bem mais em conta, já que o valor da mensalidade é menor, e você só paga uma pequena taxa quando utiliza em consultas ou exames. No entanto, é preciso avaliar a frequência que você pretende ir ao médico para saber se o plano co-participativo compensa ou não.

Como escolher um plano confiável

Segundo a Agência Nacional de Saúde (ANS), hoje há 1.100 operadoras atuando no mercado. Todas elas são avaliadas pela Agência, como uma forma de auxiliar o consumidor na hora de escolher qual convênio vai contratar. Peça à empresa que vende o plano de saúde o número de registro da operadora e do plano na ANS. No site da ANS, há um campo específico para consultas sobre os convênios médicos. Em “Informações e Avaliações de Operadoras”, você pode: conferir esses dados, conhecer o desempenho dessa operadora de planos de saúde no programa de Qualificação da ANS e a posição dela no ranking das empresas de planos de saúde que mais recebem reclamações de seus consumidores. Outro dado importante na hora de contratar o serviço de um convênio de saúde é saber se a empresa teve seu registro cancelado pelo Regime Especial de Liquidação Extrajudicial, ou se teve a falência decretada. Essa informação também pode ser consultada no site da ANS.

O valor dos planos de saúde

Alguns fatores influenciam o valor da mensalidade de um plano. Por isso, fique atento ao que estão lhe cobrando para saber se realmente todos os serviços são necessários. Os serviços a que o plano de saúde dá direito. Assim, por exemplo, um plano de saúde que só inclua consultas e exames tende a ser mais barato que outro que inclua também tratamentos odontológicos e internação hospitalar. Um plano que só dê direito a atendimento na cidade em que você mora tende a ser mais barato do que um plano que permita que você seja atendido em qualquer lugar do país. Outro fator que influencia o preço de um plano de saúde é a idade: quanto mais idosa a pessoa for, maiores as chances de ela precisar usar os serviços de saúde e com mais frequência; por isso, o plano tende a ser mais caro. Além disso, o valor só poderá ser reajustado anualmente, na data de início de contrato, ou após mudança de faixa etária.

Informe-se sobre a abrangência do plano e hospitais/médicos credenciados

É preciso ficar atento a alguns aspectos: se você é mulher e pretende ter filhos nos próximos anos, é interessante contar com um plano que cubra obstetrícia. Além disso, você pode optar por planos que só cubram consultas e exames ou então os que também cobrem internações hospitalares (que podem ser em acomodações coletivas ou particulares, o que influencia no preço). Veja no site da ANS a lista completa e detalhada do que qualquer plano de saúde deve cobrir, obrigatoriamente.

Outro detalhe importante é conhecer previamente os hospitais, clínicas e médicos credenciados ao plano. Se você já é paciente de alguns médicos, informe-se se eles aceitam o plano que você deseja aderir. Veja também a lista de clínicas, hospitais e laboratórios de análises clínicas que aceitam o plano na sua cidade. Conhecer a rede credenciada do plano de saúde permitirá que você avalie se a qualidade e a localização dos serviços oferecidos são adequadas ao que você deseja.

Informe-se sobre as cláusulas do contrato previamente

Informe-se sobre carências e fidelidade. Isso porque a maioria dos planos possui um período de carência para consultas, internações, parto etc. Desta forma, durante um determinado tempo você só poderá se consultar em urgências e emergências pelo plano. Além disso, as operadoras de planos também costumam possuir um período de fidelização no contrato, normalmente de 12 meses, em que o contratante não poderá romper o contrato sem que haja multas. E lembre-se que é obrigatório declarar doenças pré-existentes para evitar aborrecimentos ou cobranças posteriores.

Na hora de assinar o contrato

Você deve receber e guardar os seguintes documentos:

1- A cópia do contrato assinado contendo todas as condições de utilização como: o preço da mensalidade, as formas de reajuste e a cobertura que você tem direito. Atenção: nos planos de saúde coletivos, a entrega da cópia do contrato não é obrigatória pela operadora a cada beneficiário, mas pode ser solicitada à empresa que contratou o plano.

2 – A relação de todos os profissionais de saúde, hospitais, clínicas e laboratórios credenciados ou referenciados.

3 – O manual para orientação de contratação de planos de saúde.

4 – O guia de leitura contratual.

Lembre-se: o plano de saúde será uma despesa a mais no orçamento da família. Por isso, é importante fazer uma estimativa e reservar o valor desse serviço, já que se você decidir romper o contrato antes do fim do período de fidelidade provavelmente você precisará pagar uma multa.

Para mais informações sobre planos de saúde, acesse o site da ANS.

Siga essas dicas e escolha o melhor para sua saúde!

Fonte: ANS

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