As características dos principais métodos contraceptivos


abril 29, 2018 Facebook Twitter LinkedIn Google+ Dicas,Saúde



O planejamento familiar é muito importante para uma gestação tranquila e saudável. Uma criança deve ser sempre bem-vinda, mas quando os pais possuem as condições necessárias para criar e educar um bebê tudo se torna mais fácil. Fatores como a condição financeira, tempo disponível, estrutura familiar, maturidade etc devem ser levados em consideração quando se está planejando ter um filho, garantindo as condições necessárias para que a criança possa nascer e crescer com saúde e educação de qualidade.

Hoje, há uma enorme variedade de métodos contraceptivos que visam diminuir consideravelmente as chances de uma gravidez não-planejada. Existem tipos hormonais e físicos, e a escolha dependerá das características e preferências de cada mulher. Enquanto algumas não se adaptam às pílulas anticoncepcionais, sofrendo com inúmeras reações adversas, outras não apresentam qualquer tipo de problema em relação ao remédio, chegando a tomá-lo durante anos, por exemplo. Por isso, é importante consultar um ginecologista para avaliar cada caso e ver qual opção contraceptiva é a mais indicada.

Para lhe ajudar a conhecer melhor cada um, veja abaixo as principais características dos métodos anticoncepcionais mais utilizados pelas mulheres:

Camisinha

Feitas de látex, existem nas versões masculina – a mais utilizada – e feminina. É o método mais indicado, pois além de evitar a gravidez, também protege contra doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) como Aids, sífilis, gonorréia, HPV etc. A camisinha funciona como uma barreira de proteção, evitando que o esperma entre em contato com a vagina. No caso da masculina, é importante que ela seja colocada da forma correta (deixando a ponta inferior vazia e sem ar, de forma que o esperma possa ficar ali armazenado), evitando assim o risco de estourar. Se utilizada corretamente, sua eficácia fica em torno de 97%. Dessa forma, é um método barato, simples de usar e bastante seguro, especialmente pelo fato de ser o único a proteger contra DSTs.

Diafragma

É uma cúpula que pode ser feita de silicone ou látex e deve ser introduzida na vagina antes de se iniciar a relação sexual, sendo uma barreira móvel. Assim, ele funciona se encaixando e obstruindo a entrada do útero, impedindo assim que os espermatozóides presentes no esperma masculino encontrem o óvulo. No entanto, recomenda-se que o diafragma seja utilizado com uma pomada espermicida para que sua eficácia seja maior. Sua remoção do corpo feminino só deve ser realizada 6 horas após a relação sexual, e a eficácia contraceptiva deste método é de cerca de 80%. Após o uso, deve ser lavado com água e sabão e sua durabilidade média é de 2 anos.

Anel Vaginal

É um método contraceptivo hormonal semelhante à pílula. Ele é introduzido na região vaginal e permanece ali por três semanas. Depois, é retirado (momento em que ocorre a menstruação) e substituído por outro após uma semana de intervalo. Trata-se de uma boa opção para as mulheres que não conseguem se habituar a tomar a pílula anticoncepcional todos os dias no mesmo horário. Transparente, é feito de silicone, possui diâmetro externo de 54 mm e espessura de 4 mm. Libera constantemente baixas doses de estrógeno e progesterona, sendo estes absorvidos pela mucosa vaginal, impedindo assim a ovulação. Possui grande eficácia (de 99,6% a 99,8%) e não oferece incômodo no dia-a-dia e nem na hora da relação sexual. No entanto, é contraindicado para mulheres com problemas epiléticas, hipertensas, diabéticas, obesas, imunodeprimidas e lactentes.

DIU

O Dispositivo Intra Uterino, também chamado de DIU, é colocado no útero e pode ser encontrado em duas versões: a de cobre, que obstrui a passagem dos espermatozoides, e uma outra versão que libera hormônios e, assim, inibe a ovulação. Ele é colocado cirurgicamente na cavidade uterina da mulher, a fim de evitar a concepção. Sua presença nessa região faz com que o endométrio dificulte a entrada dos espermatozoides, debilitando ou exterminando-os, e também evita que, mesmo que ocorra uma fecundação, o óvulo fecundado se fixe no útero. Dessa forma, não é possível ocorrer uma gravidez. É um método bastante seguro, tendo sua eficácia em torno de 98%. Em geral, um único DIU dura, em média, de quatro a dez anos, sendo necessárias revisões periódicas de pelo menos duas vezes ao ano. É prático e reversível, mas não é indicado para mulheres gestantes, aquelas que já tiveram infecções tubárias, uterinas, ou gravidez ectópica, as que possuem anormalidades no útero, anemia, câncer ginecológico e alergia ao cobre.

Pílula anticoncepcionais

É o método contraceptivo hormonal mais usado no mundo, pois possui uma eficácia muito grande (em torno de 99,8%) contra a gravidez. A proteção anticoncepcional se dá pela liberação gradual dos hormônios estrógeno e progesterona, que impedem a ovulação. E sem a ovulação, não há a produção de óvulos, impedindo que ocorra fertilização em contato com espermatozóides. No entanto, para que sua utilização seja realmente eficaz e segura, é preciso tomar a pílula todos os dias no mesmo horário, sem atrasos ou esquecimentos. A cartela deve ser tomada na ordem indicada de comprimidos, por 24 dias. Após isso, faz-se uma pausa de 4 dias para que a mulher menstrue, e só então inicia-se uma nova cartela. Hoje existem produtos com dosagens hormonais mais baixas e que não trazem muitos efeitos colaterais. Além disso, elas podem ser encontradas facilmente em qualquer farmácia. Por esses motivos, a pílula é um método muito utilizado pelas mulheres.

Injeção anticoncepcional

Funciona a partir dos mesmos hormônios da pílula anticoncepcional: o estrógeno e a progesterona. No entanto, a mulher toma uma injeção de dosagem mais alta 1 vez por mês ou a cada 3 meses, garantindo que não ocorra ovulação. É muito prático, pois garante alta proteção contra gravidez e não exige a disciplina da pílula, que deve ser tomada rigorosamente todos os dias no mesmo horário para não perder sua eficácia.

Adesivos contraceptivos

Colocados nas costas ou em regiões onde não há dobras ou excesso de suor, eles precisam ser trocados a cada 7 dias ao longo de 3 semanas, e funcionam através da liberação hormonal, assim como a pílula e a injeção anticoncepcional. Não são recomendados para mulheres alérgicas, já que o adesivo diretamente sobre a pele pode causar alergia.

Pílula do dia seguinte

Não é um método usual de proteção, e só deve ser usado em casos emergenciais e excepcionais, já que possuem uma dosagem hormonal muito forte (levonorgestrel) que pode causar mal às mulheres. Seu uso freqüente pode, inclusive, causar alterações no ciclo menstrual e até mesmo infertilidade. As duas pílulas que compõem uma dose devem ser ingeridas com intervalo de 12 horas. Elas concentram alta dose hormonal (o equivalente a oito pílulas anticoncepcionais de uso prolongado), que vai retardar a ovulação e, assim, dificultar a gestação.

Vasectomia

Considerado um método definitivo, é uma cirurgia feita na bolsa escrotal do homem, por onde passa o canal deferente. Esse canal é cortado, impedindo que os espermatozóides cheguem ao esperma. Dessa forma, quando o homem ejacula não há a presença de espermatozóides, o que impossibilita uma fecundação. Por ser um processo irreversível, é somente feito por recomendação médica, sendo requisitos básicos ter no mínimo 25 anos ou dois filhos vivos. Vale ressaltar que a vasectomia não atrapalha de forma alguma o desempenho sexual do homem.

Laqueadura

Assim como a vasectomia, é um método cirúrgico e quase sempre irreversível. As trompas da mulher são amarradas ou cortadas, evitando que os óvulos entrem em contato com os espermatozóides durante a relação sexual. Também só é indicado para mulheres maiores de 25 anos e que já tenham pelo menos 2 filhos.

Vale lembrar também dos métodos comportamentais, como o coito interrompido, a tabelinha e o método Billings, mas estes não são tão eficazes na prevenção da gravidez quanto os métodos físicos e hormonais, além de não protegerem contra DSTs. Por este motivo, não são indicados pelos médicos.

Agora que você já conhece melhor o funcionamento de cada um deles, consulte o seu ginecologista para saber qual método contraceptivo é o mais indicado para você. Somente um médico especializado será capaz de avaliar o seu caso e te mostrar a melhor opção. Além disso, é muito importante fazer exames periodicamente, como a mamografia e o papanicolau.

Mulheres, cuidem-se!

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