Em Pernambuco foge às feições
conhecidas. Dançada em roda, porém apresenta aspectos
decalcados da Quadrilha, notando-se, ainda, a influência do
Frevo.
O acompanhamento instrumental é variadíssimo e em algumas
apresentações apenas o elemento feminino toma parte. Várias
pessoas entrevistadas, moradoras dos lados de Nazaré da Mata e
Aliança, nos contaram que nessas localidades e cidades
vizinhas a dançam em círculo, de mãos dadas, fechando e
abrindo a roda. Quando a casa onde está sendo executada é
pequena, os participantes saem e entram, em serpentina, sem
soltarem as mãos.
O passo, com que se deslocam é batido, marcando o ritmo, o que
nos leva a pensar no prestígio do Coco que foi considerável e
prolongado no Nordeste, invadindo todos os ambientes.
Há canto durante a Ciranda. O dirigente ("mestre") canta os
versos ("loas") de acordo com o seu desejo e cada orientador
dá à dança caráter diferente, de acordo com as preferências. E
vista por ocasião de casamentos, batizados e festas em geral.
Indivíduos residentes em Recife e imediações afirmaram-nos ser
a Ciranda ainda muito executada nos dias atuais na capital
pernambucana.
http://www.ifolclore.com.br/dancas/ciranda.htm